Segundo o diário El País, a Repsol apresentou queixa contra a Argentina no tribunal internacional de arbitragem. O protesto da empresa espanhola tem por base a expropriação de 51% da companhia argentina YPF, nacionalizada pelo governo de Cristina Kirchner em Abril deste ano.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Gregos e portugueses
O executivo grego continua a dar passos para estabilizar a economia e as finanças do país. Para já, foram anunciados os aspectos gerais do programa de compra da própria dívida. Entretanto, Merkel, que conseguiu fazer aprovar no parlamento alemão, por larga maioria, as novas condições de financiamento a Atenas, deixou em aberto um novo perdão da dívida.
Portugal parece mesmo o "tonto de serviço", com um governo que continua a assobiar para o lado, como se nada disto lhe dissesse respeito.
Portugal parece mesmo o "tonto de serviço", com um governo que continua a assobiar para o lado, como se nada disto lhe dissesse respeito.
O português mais importante do mundo
Barack Obama é conhecido pelo seu bom humor e pela forma como transformou a Casa Branca numa instituição menos pesada e menos formal. Aqui fica mais um exemplo desta atitude. Bo, provavelmente o português mais poderoso do mundo, deseja um Bom Natal aos seus cidadãos.
A vingança de Israel, parte 3
Os principais aliados internacionais de Israel, incluindo os Estados Unidos, parecem estar a perder a paciência com o governo de Benjamin Netanyahu. A principal razão para a irritação de Washington (que, depois do apoio incondicional às posições israelitas na ONU, parece ir em crescendo) reside no projecto de construção que permitiria a ligação da cidade de Jerusalém ao colonato de Maale Adumum. Esta nova expansão territorial impediria a continuidade territorial da Palestina, colocando mais um entrave à implementação da política de dois Estados para a região.
domingo, 2 de dezembro de 2012
Israel congela transferências para a Palestina
Israel suspendeu hoje as transferências financeiras para a Autoridade Palestiniana, com o pretexto da falta de pagamentos à companhia eléctrica nacional. Os 90 milhões de euros em questão são relativos a impostos cobrados aos palestinianos. Depois da decisão de construir novos colonatos, esta é mais uma retaliação pela aprovação do estatuto de observador nas Nações Unidas.
As eleições legislativas continuam, assim, a ditar a política do governo israelita.
As eleições legislativas continuam, assim, a ditar a política do governo israelita.
Um Hércules para a esquerda italiana
Enquanto os partidos portugueses e espanhóis continuam presos às velhas fórmulas de sempre, o centro-esquerda italiano celebra hoje a segunda-volta das eleições primárias para definir o seu candidato à presidência do Conselho de Ministros (o equivalente italiano a primeiro-ministro). Esta não é a primeira "edição" de umas eleições que são transversais a vários partidos e que procuram incluir a sociedade civil na vida política.
Depois de anos com Berlusconi a dominar e a desacreditar a cena pública, os partidos de esquerda têm a hipótese de regressar ao poder no ano que vem. Mas convirá que tenham aprendido com os erros do passado. Há tendência, na comunicação social, a "alargar" o período histórico de Berlusconi no poder e a esquecer que Itália tem tido vários executivos de centro-esquerda. Entre 1996 e 2000 e entre 2006 e 2008, a esquerda foi maioritária no parlamento italiano e chefiou quatro governos. No entanto, os desentendimentos entre comunistas, ex-comunistas, sociais-democratas, ecologistas e democratas-cristãos de esquerda ditou sempre a sua queda.
O principal desafio do centro-esquerda não será, assim, confrontar o centro-direita (semi-destruído pelo próprio Berlusconi), mas sim controlar os seus ímpetos auto-destrutivos. Além do mais, o futuro candidato a primeiro-ministro tem de fazer frente à boa imagem de que goza o governo tecnocrático encabeçado por Mario Monti e desarticular o movimento populista anti-político liderado pelo cómico Pepe Grillo. Tarefas que não parecem nada simples para um só homem.
Depois de anos com Berlusconi a dominar e a desacreditar a cena pública, os partidos de esquerda têm a hipótese de regressar ao poder no ano que vem. Mas convirá que tenham aprendido com os erros do passado. Há tendência, na comunicação social, a "alargar" o período histórico de Berlusconi no poder e a esquecer que Itália tem tido vários executivos de centro-esquerda. Entre 1996 e 2000 e entre 2006 e 2008, a esquerda foi maioritária no parlamento italiano e chefiou quatro governos. No entanto, os desentendimentos entre comunistas, ex-comunistas, sociais-democratas, ecologistas e democratas-cristãos de esquerda ditou sempre a sua queda.O principal desafio do centro-esquerda não será, assim, confrontar o centro-direita (semi-destruído pelo próprio Berlusconi), mas sim controlar os seus ímpetos auto-destrutivos. Além do mais, o futuro candidato a primeiro-ministro tem de fazer frente à boa imagem de que goza o governo tecnocrático encabeçado por Mario Monti e desarticular o movimento populista anti-político liderado pelo cómico Pepe Grillo. Tarefas que não parecem nada simples para um só homem.
sábado, 1 de dezembro de 2012
O exemplo argentino
A Argentina é um país fascinante pelas contradições que comporta. Estas começam logo na sua localização geográfica. Situada no hemisfério sul e no continente americano, os argentinos consideram-se, sobretudo, europeus.
A política não é uma excepção. A Argentina é um poço de contradições ideológicas: cada grande partido conta com tanta diversidade interna, que é possível encontrar num mesmo movimento correntes que vão da direita conservadora à extrema-esquerda. Muitas vezes, as afinidades são mais fáceis de encontrar em militantes de diferentes partidos do que em membros da mesma família política.
As principais incoerências argentinas têm-se feito sentir, sobretudo, no terreno económico. Em poucos anos, os governos (formalmente de um mesmo partido) foram capazes de passar do liberalismo radical de Carlos Menem ao intervencionismo keynesiano de Nestor Kirchner. Estas guinadas têm muito a ensinar-nos.
A falência técnica de 2001/2002 continua a constituir um trauma para os argentinos e é um caso único para nos explicar de forma muito clara os riscos que a Europa do Sul corre. Por isso, não me canso de sugerir este documentário. Vale a pena ver e rever.
As principais incoerências argentinas têm-se feito sentir, sobretudo, no terreno económico. Em poucos anos, os governos (formalmente de um mesmo partido) foram capazes de passar do liberalismo radical de Carlos Menem ao intervencionismo keynesiano de Nestor Kirchner. Estas guinadas têm muito a ensinar-nos.
A falência técnica de 2001/2002 continua a constituir um trauma para os argentinos e é um caso único para nos explicar de forma muito clara os riscos que a Europa do Sul corre. Por isso, não me canso de sugerir este documentário. Vale a pena ver e rever.
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