quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Berlusconi, sempre Berlusconi

Autor: Ricardo Stuckert, Agência Brasil
Silvio Berlusconi insiste em terminar a sua carreira política coberto de ridículo. Entre ameaças ao governo de Mario Monti, tem manifestado a vontade de apresentar nova candidatura à presidência do Conselho de Ministros. As sondagens não lhe dão mais do que 15%, mas o seu ego e a necessidade de escapar a todos os processos judiciais que o perseguem parecem falar mais alto. Esta tarde, os senadores do seu partido, o Povo da Liberdade, ausentaram-se do plenário durante uma votação importante para o executivo, demonstrando que o antigo governante não está disposto a render-se.

Egipto: qual o papel das forças armadas?

Gigi Ibrahim
O Egipto parece caminhar para uma revolta semelhante à que forçou a demissão de Hosni Mubarak. Durante a madrugada de hoje, morreram cinco civis em confrontos com as autoridades. O exército, neste momento, assegura a protecção do palácio presidencial, mas os manifestantes não pretendem desmobilizar. Entretanto, alguns conselheiros do presidente Mohamed Morsi apresentaram a sua demissão.
A grande incógnita deste confronto reside nas forças armadas, que têm vindo a perder influência política nos últimos meses. Durante anos, os militares estiveram associados ao regime de Mubarak, um antigo general. Porém, com Morsi tudo é diferente. Não provém do exército, mas sim de uma organização islamista que nunca despertou grandes simpatias nos meios castrenses. Apesar das mudanças promovidas pelo actual presidente na cúpula militar, não é líquido que esta esteja disposta a arriscar-se por uma tendência política que sempre combateu.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Portugal, moderadamente corrupto

A organização Transparência Internacional divulgou a sua lista anual que classifica o nível de corrupção dos Estados. A Somália é o país mais corrupto e a Dinamarca o mais transparente. Na União Europeia, os gregos serão os mais corruptos, surgindo a meio da tabela mundial, a par da Colômbia. Portugal beneficia de uma classificação bem melhor: 33º lugar em 176 possíveis. No entanto, parece evidente que a crise acentua o fenómeno. Mais um critério sistematicamente ignorado por Bruxelas, por Berlim... e por Lisboa. Vale a pena ver o vídeo que explica este ranking.
Toda a informação está disponível no site da organização.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Presidenciais brasileiras de 2014 já mexem

Eurico Zimbres
O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), na oposição, escolheu esta semana o seu líder. Aécio Neves será, previsivelmente, o principal rival de Dilma Rousseff nas presidenciais de 2014. Neto de Tancredo Neves (o presidente brasileiro que não chegou a sê-lo, por ter morrido antes da tomada de posse), este senador tem pela frente uma tarefa bastante complicada. Porém, a candidatura de Rousseff, que, segundo os estudos de opinião, goza de um apoio esmagador por parte dos brasileiros, ainda não é um dado adquirido. Lula da Silva, seu mentor e camarada de partido, faz pouco por esconder as ambições em relação a um terceiro mandato. O Brasil político, depois do julgamento do "caso mensalão", promete ser movimentado em 2013.

Egípcios contra Morsi

Os protestos contra o presidente egípcio Mohamed Morsi têm ido em crescendo. Vários partidos e movimentos laicos contestam nas ruas o projecto de Constituição que irá ser submetido a referendo no próximo dia 15. Os manifestantes rodearam esta tarde o palácio presidencial e tentaram romper os cordões de segurança. Morsi viu-se, assim, obrigado a abandonar o edifício.

A crise explicada em 7 minutos

Vale a pena ver este vídeo sobre a economia espanhola. De forma muito simples, consegue explicar-nos a crise de "nuestros hermanos". Muito do conteúdo também é aplicável a Portugal.

Quase 5 milhões de desempregados

Zaqarbal
O desemprego em Espanha continua a aumentar. Em Novembro registou-se um acréscimo de 75.000 desempregados em relação ao mês anterior, o que reforça ainda mais a liderança do país vizinho no contexto da União Europeia. Os números já batem todos os máximos históricos, com 4,9 milhões de inscritos na segurança social. Espanha parece cada vez mais num beco sem saída. Desde que a bolha imobiliária explodiu, em finais de 2008, o desemprego não pára de aumentar. O actual governo (tal como o anterior) continua sem encontrar uma solução que tenha consequências a curto-prazo. As suas prioridades, neste momento, são o saneamento do sistema bancário e o pedido de resgate, que deverá materializar-se no início do próximo ano.